Caros amigos! Como estamos próximo do aniversário
da coluna, vamos falar sobre tendências da web, novidades
e sobre o cenário atual da internet. Neste artigo veremos
superficialmente sobre a Web Semântica. Nas próximas
veremos também sobre Web 2.0 e outros assuntos. Se quiser
saber mais sobre algum destes assuntos ou se tiver uma dúvida/sugestão,
mande um e-mail ou comente a matéria. =) E lá vamos
nós.
Bilhões de páginas
A natureza da Web vem da própria internet.
É uma rede descentralizada. Qualquer pessoa pode publicar
informação na internet, o que proporcionou o sucesso
que ela alcançou. Hoje existem bilhões de páginas
diferentes, mas isto tem um preço. Como é possível
encontrar nelas as informações que procuramos?
Claro que existem ferramentas como o Google e o
Yahoo!, mas elas fazem buscas apenas por palavra-chave e não
como uma pergunta como por exemplo: “Quero hotéis
no Rio de Janeiro com vista para o mar e com reserva para janeiro”.
Qual a solução para isto?
A Web Semântica
A Web, por razões óbvias, foi feita
para pessoas e não para computadores. Para possibilitar
que computadores entendam o “significado” das páginas,
Tim Berners-Lee idealizou a Web Semântica. Para quem não
sabe, foi Tim Berners-Lee foi quem criou o HTML, o HTTP, a URL
e diversos outros recurso da Web.
A Web Semântica é uma extensão
da Web atual. A idéia é estruturar as páginas
da internet de forma que uma máquina possa extrair significado
delas. Com isto a Web poderia ser uma grande base de dados. Segundo
Tim Berners-Lee, existem duas tecnologias importantes para o desenvolvimento
da Web Semântica: o XML e o RDF – Resource Description Framework.
XML, RDF e Ontologia
O XML é uma linguagem flexível que
permite que você crie suas próprias tags e estruturas.
Já o RDF expressa o significado. O RDF é composto
de triplas compostas por: sujeito, predicado e objeto. Além
do RDF e do XML, existe outro componente importante: a ontologia.
A ontologia é um documento que define formalmente a relação
entre os termos. A ontologia serve para estabelecer um vocabulário
comum e compartilhado. Com ele é possível a troca
de informações entre os objetos.
Existem outros componentes propostos para que esta
Web Semântica se torne real, como Topic Maps, OWL, DAM,
OIL, Notation3… No fim do artigo tem alguns links para quem
quiser se aprofundar.
Agentes
Se as máquinas forem capazes de entender
as páginas, surgirão programas que, conforme as
nossas solicitações, poderão marcar consultas
em nossos horários disponíveis, encontrar hotéis
conforme a nossa preferência, e resolver problemas para
nós. Estes programas serão os agentes. Um artigo
escrito por Tim Berners-Lee exemplifica muito bem o que este agentes
podem fazer. As possibilidades são inúmeras, por
isto todo este esforço na criação da Web
Semântica.
Conclusão
Para falar sobre a web semântica, precisaríamos
de vários artigos, mas já dá para entender
que é um projeto que vai depender de uma mudança
para quem desenvolve páginas para Web. Seguem alguns links
para quem quiser se aprofundar.
Mais informações:
www.w3.org/2001/sw/
www.w3.org/TR/rdf-primer/
www.dublincore.org
www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=71
www.sciam.com/article.cfm?articleID=00048144-10D2-1C70-84A9809EC588EF21
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Fonte: www.tableless.com.br